Líder republicano diferencia afro-americanos de americanos

- PUBLICIDADE -spot_img


Tachado de racista, senador Mitch McConnell ajuda a enterrar a reforma eleitoral e enfurece democratas e ativistas de direitos civis. Senador Mitch McConnell, líder da maioria republicana no Senado, durante coletiva de imprensa em Washington (EUA) nesta terça-feira (17)
Jonathan Ernst/Reuters
Nobel de Literatura, a escritora Toni Morrison dizia que nos Estados Unidos ser americano significa ser branco; todos os outros têm que usar hífens, referindo-se aos negros, hispânicos, asiáticos, indígenas etc.
De um jeito infame, o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, corroborou a tese ao espelhar quem ele considera realmente americano e ajudar a enterrar a reforma eleitoral proposta pelos democratas.
“Se você olhar para as estatísticas, os eleitores afro-americanos estão votando em uma porcentagem tão alta quanto os americanos.” O pensamento de McConnell, republicano do Kentucky, reverberou rapidamente espalhando fúria e indignação no Twitter.
LEIA TAMBÉM:
Em 1 ano, Biden gerou mais frustrações do que entusiasmo
Candidatura une as dinastias Marcos e Duterte e é favorita nas Filipinas
Comitê Nobel repreende premiê etíope, condecorado em 2019 com o prêmio da paz
O senador havia sido questionado pelo repórter Pablo Manríquez, do Latino Rebels, sobre sua mensagem aos eleitores excluídos nas próximas eleições legislativas, com a rejeição da Lei de Direitos de Voto John Lewis.
A legislação facilitaria o acesso de grupos alijados do processo eleitoral, como negros e latinos, a partir de mudanças nas leis em estados com histórico de discriminação, como os do sul do país. Uma estimativa do Brennan Center for Justice, vinculado à Faculdade de Direito da Universidade de Nova York, aponta que 19 estados aprovaram, em 2021, 34 leis com restrições de acesso ao voto.
Com sua resposta, o líder republicano fez a distinção entre os grupos, insinuando que os afro-americanos não são americanos. “Ser negro não faz de você menos americano, não importa o que esse homem covarde pense”, tuitou o ex-deputado Charles Booker, que concorre ao Senado pelo Kentucky.
A hashtag #Mitchplease viralizou, assim como o clipe de 19 segundos com a fala do senador. “Afro-americanos são americanos 365 dias por ano!” expressou o Congressional Black Caucus. “McConnell não falou errado. Em uma citação, ele resumiu toda a visão de mundo do Partido Republicano. Eles acham que a nação é branca e qualquer um que não seja branco não é um verdadeiro americano”, resumiu o roteirista Bryan Behar.
O líder republicano arquitetou a manobra de obstrução para bloquear a votação da legislação, que o presidente Biden e líderes de direitos civis classificam como fundamental para proteger a democracia.
Para derrotar a reforma eleitoral, ele contou com a ajuda de dois democratas – Joe Manchin, da Virgínia Ocidental e Kyrsten Sinema, do Arizona – que rejeitaram mudanças para permitir a aprovação por maioria simples. O projeto precisava de 60 votos para se transformar em lei. Ficou nos 51 a 50.
Restou a McConnell justificar, por meio de um porta-voz, sua afirmação: quis dizer “outros americanos” e não “americanos”. Tarde demais, contudo, para escapar do rótulo de racista.

Fonte: Conteúdo Retirado do site G1 da Globo

Últimas Notícias
- PUBLICIDADE -spot_img
Notícias Relacionadas
- PUBLICIDADE -spot_img

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here